Esperto e afoito

Po Edmilson Vieira Dimelo 

Imitação de barata, produto plástico,
Palheta improvisada, ritmo fantástico.
Poesia infame que me persegue,
Velhos tempos de guri, memória que me serve.

Comia de tudo, quantas galinhas devorei!
Era pato, marreco, peru que apreciei.
De buraco redondo, só o marimbondo se escapou,
Pois o ferrão no cu medo me causou.

Pica velha guasca, imunda e audaz,
Louca por uma bunda, em tempos voraz.
Hoje resta apenas lembrar das festas,
Onde o cheiro não atrapalhava as serestas.

Leite me faltava para encher os copos,
Restantes núcleos constantes, perigosos sopros.
Desbravava pregas na gineteada,
Guri ofegante, maroto em jornada.

Perigo abaixar-se próximo a esse maroto,
Inocente garoto, mas esperto e afoito.

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