O Caso do Sovaco Inesquecível
Por Edmilson Vieira DImelo
Conheci ela: uma gordinha gostosa, daquelas que fazem o coração bater mais forte e o colchão gemer de preocupação. A moça tinha seus segredos, claro. Só transava no escuro, com medo de que alguém risse dos seus "pneus", como ela mesma chamava suas curvas generosas. Mas, naquela noite, o escuro seria nosso aliado — e também cúmplice de uma confusão que jamais seria esquecida.
Nos envolvemos em uma suruba tão épica que três voltas e meia demos na cama king size, aquelas de madeira que rangem como se estivessem torcendo pelo time rival. Os estalos dos encaixes, os tapas e os gemidos ecoavam pelas paredes, denunciando um masoquismo liberado que faria até o Marquês de Sade corar.
— Sofrer é comigo mesmo! — eu pensei, enquanto dava tudo de mim.
Mas, em um momento de puro êxtase, algo aconteceu. Eu estava lá, arrepiado, sentindo uns pelinhos roçando na cabeça do meu pinto. Era um local apertado, úmido, quentinho e com pelinhos... e eu, num ato de pura impulsividade, não hesitei. Dei uma ejaculada generosa, daquelas que fazem até os anjos no céu suspirarem de inveja.
Só que, minutos depois, veio a revelação.
— Ei, o que foi isso? — ela perguntou, confusa.
Foi então que eu percebi: eu tinha ejaculado no sovaco dela. Sim, no sovaco. Aquele lugar que, até então, eu só via como um depósito de desodorante e suor. E pior: o meu "leite grosso", que já fazia 26 horas sem escorrer por aí, havia atingido não só o sovaco, mas também os cabelos dela. Era uma cena digna de um filme de comédia pastelão.
— Desculpa, foi sem querer! — eu disse, tentando conter o riso.
Ela olhou pra mim, séria por um segundo, e então começou a rir. Uma risada gostosa, daquelas que fazem o corpo todo balançar.
— Pelo menos você é competente — ela disse, rindo. — Gaúcho sabe dominar até os sovacos, né?
Nos dias seguintes, comecei a me deparar com a mulher pelas ruas da cidade. E ela, claramente orgulhosa do episódio, sempre que me via, colocava a mão sob o sovaco e fazia aquele clássico barulhinho de peido, enquanto piscava de forma provocante.
— Pssiu, Dimelo! — ela chamava, com um sorriso maroto.
Ficou na memória. Era uma uma moça sem muitos luxos, envergonhada, de riso contido e sussurros provocantes. Sabia o que dizia, e a pouca idade não a definia. Queria extravasar a poligamia e, no fim de uma boa socada, gozar. No vulto, eu me exaltava, pois na penumbra tinha que ficar, roçando na gordinha até a cabeça envermelhar. Vez ou outra, até meu couro cabeludo saía do lugar de tanto me aficionar. Me esfolei tanto no pescoço que, por algum tempo, não pude usar gola rolê.

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